A Reforma Tributária para grandes empresas deixou de ser um debate legislativo para se tornar um tema central na rotina operacional das áreas fiscais. Em 2026, os impactos já começaram a aparecer e o restante do ano ainda exige preparo técnico, visão estratégica e capacidade de adaptação.
Para líderes, diretores e gerentes tributários, a discussão não é mais “se” haverá impacto, mas como estruturar/calcular respostas inteligentes diante de um novo modelo de tributação sobre o consumo.
Neste artigo, analisamos as dores já sentidas na Reforma Tributária nas empresas, os riscos estratégicos envolvidos e os desafios que ainda devem marcar 2026.
1. O novo cenário: por que a Reforma Tributária para empresas é diferente desta vez?
No Brasil, as empresas estão acostumadas a viverem com mudanças legislativas. Contudo, a Reforma Tributária tem características que a tornam estruturalmente diferente:
- Substituição de tributos consolidados por novos modelos (CBS e IBS)
- Mudança na lógica de creditamento
- Revisão profunda de contratos e cadeias de suprimentos
- Impactos sistêmicos em ERP, parametrizações fiscais e compliance
- Necessidade de convivência entre regimes durante a transição
Não se trata de um ajuste apenas tributário. Trata-se de uma transformação que altera a base de cálculo, a lógica operacional e a própria estratégia tributária.
Para empresas com múltiplas filiais, regimes diferenciados, operações interestaduais e cadeias longas de fornecimento, o impacto é cruel.
A Reforma Tributária irá exigir:
- Simulações financeiras detalhadas
- Avaliação de impacto em margens
- Revisão de precificação
- Ajustes contratuais com fornecedores e clientes
- Redesenho de processos internos
Quem trata o tema apenas como “adequação fiscal” corre o risco de perder competitividade.
2. As dores que já começaram em 2026
Mesmo sendo um ano teste e já se preparando para o período de transição, os efeitos já começaram a aparecer e gerar pressão nas áreas fiscais, e isso ficou evidente já nos primeiros meses do ano.
Diante desse cenário, a VEROT realizou o webinar “Reforma Tributária na prática: as dores que já começaram e o que ainda vem em 2026 para as grandes empresas”, reunindo visão executiva e experiência corporativa para discutir os impactos reais já sentidos dentro das organizações.
O encontro contou com a participação de Rogério Araujo, Head de Taxes na Tetra Pak e fundador da TEWA Tax Experts, com mediação de Felipe Lopes, sócio da VEROT. A discussão trouxe uma análise estratégica sobre como janeiro e fevereiro foram vivenciados internamente nas grandes empresas e quais sinais já indicam para os outros meses de 2026 com o aumento de pressão ao longo do ano.
2.1 Pressão executiva sobre a área tributária
Nos debates realizados no webinar, um ponto foi evidente: a área tributária passou a ocupar posição ainda mais estratégica dentro das organizações.
O board quer respostas sobre:
- Impacto no EBITDA
- Alterações na cadeia de custos
- Risco de aumento de carga
- Exposição a contingências
- Estratégias de mitigação
A liderança tributária deixou de ser apenas técnica, tornou-se executiva.
2.2 Ajustes operacionais acelerados
Janeiro e fevereiro já exigiram revisões internas, priorizações e reavaliações de processos. Muitas empresas identificaram a necessidade de:
- Reavaliar parametrizações fiscais
- Ajustar controles internos
- Revisar integrações sistêmicas
- Antecipar discussões contratuais
A pergunta recorrente deixou de ser “quando começar?” e passou a ser “já estamos atrasados?”.
2.3 Insegurança interpretativa
Mesmo com avanços na regulamentação, a transição ainda gera dúvidas operacionais, especialmente em creditamento e convivência de regimes.
Essa insegurança afeta diretamente:
- Projeções financeiras
- Orçamento anual
- Planejamento tributário
- Comunicação com investidores
A Reforma Tributária exige clareza técnica e capacidade de antecipação.
3. Reforma Tributária na prática:webinar VEROT
Nossa perspectiva foi trazer no webinar VEROT a prática e estratégia para 2026 com a visão de um executivo de uma grande empresa e fundador de um grupo de especialistas tributários.
O debate trouxe uma visão executiva sobre:
- Como foi janeiro dentro das grandes empresas
- Os primeiros impactos reais do período de transição
- Se o mês inicial foi mais operacional ou mais estratégico
- Como fevereiro já indicou aumento de pressão
- O nível de preparo para abril e para os próximos marcos da transição
- Quais desafios ainda devem marcar 2026
Um dos pontos centrais discutidos foi que a Reforma Tributária para grandes empresas não se resume à mudança legislativa, ela altera a dinâmica de decisão dentro das companhias.
A governança tributária passa a ser elemento essencial de previsibilidade.
4. O que ainda pode gerar impacto na Reforma Tributária para grandes empresas em 2026
Mesmo com os primeiros ajustes em andamento, ainda existem frentes críticas que exigem atenção.
4.1 Transição e convivência de regimes
O período de convivência entre modelos pode gerar:
- Complexidade operacional duplicada
- Aumento de obrigações acessórias
- Risco de inconsistências fiscais
Grandes empresas precisam garantir que seus processos consigam operar com segurança em um ambiente híbrido.
4.2 Cadeia de crédito e efeito cascata
A nova lógica de crédito na Reforma Tributária para grandes empresas pode gerar impactos indiretos na cadeia.
Se fornecedores não estiverem preparados, o efeito pode chegar ao final da cadeia produtiva, impactando margens e competitividade.
Isso exige:
- Análise de parceiros estratégicos
- Revisão contratual
- Simulações de cenários
- Monitoramento constante da cadeia
A Reforma Tributária para grandes empresas não é apenas interna, ela afeta todo o ecossistema.
4.3 Tecnologia como elemento estratégico
Outro ponto debatido foi a necessidade de uso intensivo de dados e tecnologia para:
- Simular cenários
- Avaliar impactos financeiros
- Apoiar decisões executivas
- Reduzir exposição ao risco
A tecnologia deixa de ser suporte e passa a ser parte da estratégia tributária.
5. Como a liderança tributária deve se posicionar agora
Para diretores tributários e coordenadores fiscais, a postura em 2026 precisa ser diferente da adotada em reformas anteriores.
A Reforma Tributária para grandes empresas exige:
5.1 Atuação estratégica
O líder tributário precisa participar das decisões executivas. Não basta cumprir obrigações, é necessário antecipar riscos.
5.2 Comunicação clara com o board
É fundamental traduzir impactos técnicos em indicadores financeiros compreensíveis para a alta gestão.
5.3 Uso de tecnologia e inteligência de dados
Empresas que utilizam dados para simular cenários conseguem tomar decisões com maior previsibilidade.
Nesse contexto, soluções desenvolvidas por empresas como a VEROT surgem para apoiar análises estruturadas, projeções e identificação de oportunidades dentro do novo cenário tributário.
A tecnologia deixa de ser suporte e passa a ser elemento estratégico.
Conclusão: a Reforma Tributária exige decisão agora
A Reforma Tributária para grandes empresas não é um evento futuro. Ela já está em curso e continuará gerando impactos ao longo de 2026.
As dores começam na necessidade de:
- DRE exclusivo com simulações para diferentes cenários
- Mapeamento de Operações por Origem e Destino (Supply Chain)
- Demonstração detalhada e ajustável do período de transição
- Formação de preços de produtos na Reforma Tributária para a transição
- Mapeamento dos Regimes dos Fornecedores
- Mapeamento Detalhado dos Impactos Tributários
E os desafios ainda exigem preparação estratégica ao longo de 2026.
A decisão não é sobre acompanhar ou não a Reforma Tributária para grandes empresas. A decisão é sobre liderar o processo ou reagir a ele.
Se você atua na área tributária e busca uma visão executiva, prática e estratégica sobre esse cenário, a gravação completa do webinar VEROT já está disponível no YouTube.
O conteúdo aprofunda os impactos reais já sentidos pelas empresas e os pontos de atenção que ainda devem marcar o ano.
Assista à gravação completa e descubra como estruturar sua atuação diante da Reforma Tributária para grandes empresas, elevando o posicionamento estratégico da sua área em 2026.