Transformar a complexidade tributária em inteligência de mercado define a missão que a Verot assumiu ao realizar, em julho de 2026, um webinar exclusivo em parceria com o Portal Contábeis. Na transmissão, o nosso sócio e Diretor de Operações, Luiz Felipe Lopes, apresentou um diagnóstico prático sobre a escolha decisiva que milhares de empresas optantes pelo Simples precisarão formalizar no segundo semestre de 2026.
Por que este debate vai além da teoria?
A aprovação da Lei Complementar nº 214 e o regulamento do Comitê Gestor alteraram a natureza do Simples Nacional. O regime, historicamente associado à simplificação do recolhimento via alíquota única no DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional), entra em uma nova era onde a decisão de apuração passa a ser econômica, financeira e altamente comercial.
A partir de agora, o empresário do Simples não analisará apenas o imposto a pagar, mas também o seu poder de repasse de preço, margem de lucro e capacidade de transferir créditos tributários de IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) para os seus clientes.
Os temas centrais abordados no webinar sobre a Transição Tributária do Simples
Durante o Webinar realizado em parceria com o Portal Contábeis, foram destacados os pontos críticos que definem a sobrevivência financeira das Pequenas e Médias Empresas e a rotina dos escritórios contábeis até 2027. Confira os principais destaques.
- A Separação do Novo Simples Nacional (Integrado vs. Híbrido):
O empresário do Simples Nacional enfrentará uma escolha decisiva. O Modelo Integrado (por dentro do DAS) mantém o recolhimento unificado de IBS e CBS no documento tradicional. É a opção natural para vendas focadas no consumidor final (B2C), onde o comprador não utiliza crédito tributário.
Contudo, em operações B2B, esse modelo impede a transferência integral de créditos, sufocando a competitividade do fornecedor. Por outro lado, o Modelo Híbrido (por fora do DAS) permite recolher o IBS e a CBS sob o regime não cumulativo, garantindo repasse integral de créditos de IVA para compradores PJ, mas exigindo rigidez cirúrgica no controle de notas de entrada e apuração documental.
- Efeito Colateral na Cadeia de Suprimentos B2B:
A permanência cega no modelo Integrado pode representar um risco comercial imediato de perda de grandes clientes. Compradores optantes pelo Lucro Real ou Presumido priorizarão fornecedores que transfiram créditos cheios de CBS e IBS. Fornecedores do Simples no modelo tradicional repassam apenas uma pequena fração embutida no DAS, encarecendo a compra para o cliente final em comparação a concorrentes no modelo híbrido ou regime regular.
- A Metodologia Verot: As 4 Perguntas de Diagnóstico:
Para eliminar a tomada de decisão no “achismo” ou em planilhas manuais suscetíveis a falhas de fórmula, a Verot estruturou a metodologia com 4 perguntas diagnósticas fundamentais:
1.Perfil do Cliente:
Qual a proporção exata de vendas B2B vs. B2C?
Para quem a empresa vende?
2.Cadeia de Fornecedores:
Qual o potencial de tomada de crédito de CBS/IBS nas compras?
3.Elasticidade de Preço:
O mercado absorve reajustes na margem?
4.Capacidade Operacional:
O escritório e a empresa possuem maturidade digital para controlar apurações não cumulativas?
- Prazos imediatos
Um dos alertas mais urgentes dados no webinar envolve o calendário da Receita Federal:
- 01 a 30 de Setembro de 2026: Antecipação do prazo para formalizar a opção entre o modelo Integrado ou Híbrido para o ano de 2027.
- Efeito do Prazo: A escolha feita em setembro entra em vigor em janeiro de 2027. Uma nova janela de revisão só ocorrerá em março de 2027, com efeitos válidos apenas para o segundo semestre.
- Risco de Multas: Embora 2026 opere sob transição simulada, o preenchimento incorreto dos novos campos das notas fiscais gera multas imediatas a partir de setembro de 2026. Em janeiro de 2027, notas com divergências serão rejeitadas na transmissão.
O que os profissionais tributários precisam fazer agora
Esperar o final do ano para simular os impactos da Reforma Tributária não é mais uma opção viável. O contador precisa liderar essa conversa de forma consultiva e antecipada, posicionando o seu escritório como um parceiro estratégico de inteligência fiscal.
Etapa 1:
Segmentar todos os clientes do Simples Nacional cruzando a volumetria de faturamento B2B versus B2C para identificar previamente os casos de maior risco de perda de competitividade.
Etapa 2:
Executar diagnósticos céleres de viabilidade tributária sem a necessidade de processamentos complexos e demorados, estabelecendo uma linha de base para todos os CNPJs atendidos.
Etapa 3:
Para os clientes com perfil de alto risco comercial (B2B substancial), aprofundar a análise mapeando o comportamento fiscal produto a produto e fornecedor a fornecedor nos últimos 12 meses.
Etapa 4:
Apresentar diagnósticos claros que demonstrem ao empresário o impacto real na DRE, recomendando com segurança a opção a ser formalizada no prazo de setembro.
Como a Verot Viabiliza a Sua Operação?
Para suportar essa transição com máxima segurança jurídica e velocidade precisa a Verot unificou suas soluções de Inteligência Artificial e automação em um ecossistema completo. Para que escritórios e consultorias transformem esse desafio em uma nova linha de receita recorrente.
- Simulador de Regimes: Ferramenta de “projeção ágil” que exige apenas 1 arquivo PGDAS mensal para projetar e comparar os cenários do Simples Integrado, Simples Híbrido, Lucro Presumido e Lucro Real para os 12 meses seguintes. Ideal para triagem rápida e prospecção em massa da carteira.
- Simulador RTC (Calculadora): Solução que consome 12 meses de arquivos XMLs (compras, vendas e serviços) para mapear os impactos da LC 214/2025 item a item, fornecedor a fornecedor.
- Compliance RTC & Validação Rápida: O Compliance monitora mensalmente as NFs-e para identificar omissões e erros nos novos campos de CBS/IBS, medindo o índice de Eficiência Tributária. Já a Validação Rápida permite arrastar até 100 XMLs por vez para auditoria instantânea antes do envio ao fisco.
- Relatório de Impacto: Emissão de relatórios técnicos onde o consultor pode inserir sua justificativa estratégica e aplicar a identidade visual e as cores do seu próprio escritório contábil.
Assista ao Webinar Completo na Íntegra!
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