Apresentar inteligência fiscal e previsibilidade de cenários é o compromisso que a Verot assume para apoiar escritórios contábeis e empresas na transição da Reforma Tributária. O erro que 93% das empresas do Simples Nacional podem cometer é chegar a 2027 sem uma simulação tributária completa e estruturada.
Esse dado acende um alerta para empresas, escritórios contábeis e consultores fiscais que ainda mantêm o hábito de deixar o planejamento tributário para o encerramento do ano.
Com as profundas mudanças introduzidas pelo IBS e pela CBS, adiar essa análise pode comprometer margens, fluxo de caixa e a competitividade comercial do negócio.
Com a regulamentação do IBS e da CBS, a permanência no Simples Nacional no formato tradicional deixa de ser uma escolha automática neutra. É preciso avaliar como o mercado B2B reagirá ao repasse de créditos e se a opção pelo modelo Híbrido será necessária para manter a empresa atrativa na cadeia de suprimentos. Por isso, o planejamento deve ser antecipado com base em dados reais.
Aprender a antecipar diagnósticos, comparar cenários em poucos minutos e orientar cada cliente com precisão é a transformação operacional que a Verot entrega às assessorias fiscais diante do novo cenário tributário.
Por que deixar o planejamento para a última hora se tornou um risco?
Historicamente, muitos escritórios concentravam as análises de enquadramento tributário no encerramento do exercício. Lucro Real, Lucro Presumido e Simples Nacional eram comparados principalmente em dezembro, considerando as projeções para o ano seguinte.
Com a Reforma Tributária, essa rotina precisa evoluir. O novo sistema exige que as empresas entendam antecipadamente o impacto da segregação dos tributos e como isso afeta a formação de preços e os contratos comerciais.
A transição traz à tona duas opções estratégicas centrais para o optante:
- A avaliação da permanência no Simples Nacional tradicional:
(recolhimento unificado via DAS)
- A opção pelo recolhimento de IBS e CBS no regime regular:
(modelo Híbrido).
Decidir entre essas rotas exige simulação prévia para evitar perda de clientes na cadeia de suprimentos ou aumento indevido de carga fiscal.
O verdadeiro erro: decidir sem comparar os cenários
O maior risco para o empresário não é apenas o cumprimento de prazos burocráticos, mas escolher ou permanecer em um modelo sem conhecer seus efeitos financeiros sobre a operação.
No mercado, as duas alternativas do Simples Nacional configuram-se como:
- Simples Nacional integrado:
IBS e CBS permanecem dentro do DAS, mantendo a simplicidade operacional tradicional.
- Simples Nacional híbrido:
A empresa continua no Simples Nacional para os demais tributos, mas apura o IBS e a CBS pelo regime regular (não cumulativo).
A melhor alternativa não será necessariamente aquela com a menor alíquota aparente. Uma análise consultiva completa precisa considerar:
- Perfil dos clientes (B2B vs. B2C);
- Regime tributário dos principais compradores;
- Potencial de geração e transferência de créditos tributários;
- Margem de contribuição e formação de preços;
- Estrutura de custos e folha de pagamento;
- Necessidade de capital de giro;
- Posicionamento estratégico da empresa dentro da cadeia de distribuição.
Sem essa visão, o escritório corre o risco de recomendar um modelo aparentemente mais simples, mas que encarece o produto ou serviço para o cliente final PJ.
Como o Simples Integrado afeta empresas B2B?
No Simples Nacional Integrado, a empresa recolhe todos os tributos unificados no DAS e preserva uma operação fiscal simplificada.
Contudo, a transferência de créditos de IBS e CBS para os seus compradores fica limitada ao montante efetivamente recolhido dentro do DAS, conforme estabelece a legislação da Reforma Tributária.
Em determinadas cadeias comerciais B2B, essa limitação de crédito pode influenciar diretamente:
- Negociações com grandes compradores do Lucro Real ou Presumido;
- Comparação de preços frente a concorrentes do regime regular;
- Margem de contribuição e retenção de contratos vigentes;
- Atração de novos parceiros comerciais.
A empresa não é excluída do mercado, mas pode enfrentar forte pressão comercial caso seus concorrentes diretos optem pelo modelo Híbrido para transferir créditos integrais.
Quando o Simples Híbrido pode ser mais atrativo?
No Simples Nacional Híbrido, a empresa apura o IBS e a CBS fora do DAS, submetendo-se à regra de não cumulatividade desses dois impostos.
Isso permite aproveitar créditos sobre as aquisições do negócio e transferir créditos integrais de IBS e CBS nas vendas para outras pessoas jurídicas.
Esta alternativa torna-se altamente estratégica para empresas que:
- Vendem predominantemente para outras pessoas jurídicas (B2B);
- Estão posicionadas no meio de cadeias produtivas ou de distribuição;
- Possuem volume significativo de compras que geram direito a crédito;
- Atendem clientes que exigem o aproveitamento máximo de créditos fiscais.
A simulação precisa ponderar se o ganho de competitividade comercial compensa a maior complexidade operacional de apurar a CBS e o IBS pelo regime regular.
Também não é adequado prometer “crédito integral” em qualquer situação. O valor dependerá da operação, da alíquota, da classificação tributária e de eventuais reduções, isenções ou tratamentos específicos.
Preparação operacional e parametrização fiscal
Enquanto o Simples Nacional se estrutura para os novos cenários, a adequação dos cadastros fiscais já deve ser iniciada. A revisão preventiva de cadastros é indispensável para garantir que as operações estejam preparadas quando os novos tributos entrarem em vigor.
Escritórios e empresas devem revisar atenciosamente:
- Cadastros de produtos e serviços (NCM e NBS);
- Códigos de Situação Tributária (CST) e cClassTrib;
- Mapeamento de alíquotas e benefícios aplicáveis;
- Integração dos sistemas de emissão fiscal.
A consistência dos dados evita retrabalho, inconsistências de apuração e divergências nas simulações de cenários.
Por que analisar toda a carteira em planilhas é inviável?
Realizar simulações tributárias em planilhas eletrônicas gera insegurança técnica, riscos de falhas em fórmulas e lentidão operacional. À medida que a carteira de clientes cresce, o controle manual torna-se um gargalo para o crescimento do escritório.
A tecnologia surge como alavanca estratégica para automatizar a leitura de dados, projetar cenários em segundos e permitir que a equipe contábil foque na orientação consultiva.
Simulador de Regimes Verot: triagem rápida e eficiente
O Simulador de Regimes da Verot foi desenvolvido para acelerar o diagnóstico inicial das empresas. A partir do upload de um único arquivo PGDAS-D mensal, a plataforma processa as informações, anualiza os dados e projeta os cenários para os próximos 12 meses.
O sistema compara quatro cenários essenciais:
- Simples Nacional integrado;
- Simples Nacional híbrido;
- Lucro Presumido;
- Lucro Real.
Essa primeira análise ajuda o escritório a identificar:
- Clientes que podem enfrentar aumento de carga;
- Empresas com possível impacto no aproveitamento de créditos;
- Operações B2B que precisam de atenção;
- Casos que exigem uma simulação aprofundada;
- Oportunidades de planejamento e consultoria;
- Empresas que precisam ser priorizadas antes de setembro.
Em vez de começar pela análise manual de toda a carteira, o escritório consegue concentrar seus recursos nos clientes com maior exposição tributária, financeira ou comercial.
Mais consistência e rastreabilidade nos cálculos
A comparação automatizada reduz a dependência de fórmulas isoladas e centraliza parâmetros relacionados a faturamento, custos, folha de pagamento, bases presumidas e regras da Reforma Tributária.
A plataforma considera informações como FGTS, RAT, INSS, bases aplicáveis ao Lucro Presumido e diferentes premissas utilizadas nos cenários tributários.
Isso reduz o risco de uma fórmula inconsistente ou de uma informação digitada incorretamente comprometer toda a análise.
O Simulador de Regimes não substitui a avaliação do contador ou do advogado tributarista. A tecnologia organiza os dados e apresenta os cenários, enquanto o profissional considera fatores que um cálculo puramente numérico não consegue representar sozinho.
Essa combinação permite produzir recomendações mais consistentes, rastreáveis e adequadas à realidade de cada cliente.
Relatório de Impacto Analítico: dados e parecer técnico no mesmo documento
Depois de processar a simulação, a plataforma Verot gera o Relatório de Impacto Analítico em PDF. O documento apresenta uma estrutura visual e explicativa com:
- Comparação entre os regimes;
- Projeções tributárias;
- Impactos financeiros;
- Premissas utilizadas;
- Regime indicado pela simulação;
- Espaço para a justificativa do consultor.
Em vez de exportar dados isolados e obrigar a equipe a elaborar documentos do zero, o sistema consolida as informações em um relatório pronto para ser apresentado ao cliente.
Por que a justificativa do profissional é tão importante?
O menor custo tributário não representa, necessariamente, a melhor decisão para o negócio. Por isso, o Relatório de Impacto Analítico permite que o consultor registre sua recomendação considerando outros fatores, como:
- Aproveitamento de créditos;
- Necessidade de repasse de créditos aos compradores;
- Fluxo de caixa;
- Margem;
- Perfil da cadeia B2B;
- Capacidade operacional;
- Riscos comerciais;
- Estratégia de crescimento.
Se a análise demonstrar que o recolhimento regular de IBS e CBS é comercialmente mais adequado, o relatório poderá fundamentar a recomendação pelo Simples Nacional híbrido.
Da mesma forma, se a simplicidade operacional e o resultado financeiro favorecerem a permanência dos tributos dentro do DAS, o profissional poderá justificar o modelo integrado.
O sistema também permite que o consultor ajuste a recomendação apresentada no documento final, desde que registre a justificativa técnica e estratégica para essa decisão.
A tecnologia entrega os cálculos e as projeções. O conhecimento humano transforma esses dados em orientação de negócios.
Da simulação ao acompanhamento contínuo
Escolher o regime é apenas uma parte do processo. Depois da decisão, a empresa precisará manter seus documentos e parâmetros fiscais alinhados às regras da Reforma Tributária.
O ecossistema Verot também oferece recursos para acompanhar essa conformidade.
Compliance RTC
O Compliance RTC monitora continuamente NF-e e NFC-e, identificando inconsistências em informações como:
- IBS e CBS;
- NCM e NBS;
- CST e cClassTrib;
- Bases de cálculo;
- Alíquotas;
- Regras aplicáveis à operação.
O acompanhamento mensal ajuda o escritório a corrigir falhas antes que elas comprometam simulações, créditos tributários ou processos de faturamento.
Validação Rápida
A Validação Rápida permite importar blocos de até 100 documentos fiscais para verificar a integridade das informações perante as regras da Reforma Tributária.
A funcionalidade pode ser utilizada para diagnósticos pontuais, conferência de parametrizações e prospecção de novos clientes.
Converse com um especialista da Verot peça uma demonstração


